Oruam critica megaoperação policial no Rio de Janeiro.

Rapper afirmou que o país vive uma “política de matar bandido” e questionou a cobertura da mídia sobre a ação que deixou dezenas de mortos.

O rapper carioca Oruam utilizou suas redes sociais, nesta quarta-feira (29), para criticar a operação policial realizada no Rio de Janeiro na última terça-feira (28), que resultou em dezenas de mortes nos complexos do Alemão e da Penha.

Em vídeos publicados em seu perfil no Instagram, o artista declarou: “se dizem crentes, mas só pregam mortes” e “tô boladão, doido pra colocar a cara aqui pra falar, mas se eu vier falar capaz deles me prenderem de novo”.

No início da gravação, Oruam se apresentou dizendo: “28 de outubro de 2025. Aconteceu a maior chacina da história do Rio de Janeiro. Meu nome é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam. Eu sou filho do Márcio dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Marcinho VP”.

O cantor afirmou ainda que “é reflexo da sociedade”, assim como seu pai e os criminosos armados nas comunidades. Ele também criticou o que chamou de “mídia que descobriu que matar bandido vende muito”, e disse que “no Brasil, a política que mais vende é a de matar bandido”.

“A sociedade gosta do banho de sangue, gosta de ver o sangue e usa o bandido como vilão para esconder os verdadeiros bandidos que estão em grandes mansões, que pagam o governo todo para não ser vistos”, declarou.

As falas do rapper repercutiram nas redes e chegaram ao atacante holandês Memphis Depay, do Corinthians, que enviou uma mensagem de apoio: “Mantenha-se forte nesses tempos estressantes. As crianças e a nova geração, você pode salvar eles”, escreveu o jogador.

Foto: Reprodução/Instagram

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