Alan Sanches critica novos empréstimos de Jerônimo e anuncia obstrução na Assembleia.

Deputado da oposição afirma que governo já soma 22 pedidos de financiamento e alerta para falta de transparência na aplicação dos recursos.

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) anunciou que a bancada de oposição irá intensificar a obstrução na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) diante do novo pacote de empréstimos solicitado pelo governo estadual. Segundo o parlamentar, somente neste mês foram enviados três pedidos de financiamento, que juntos somam aproximadamente R$ 3 bilhões — sendo um de R$ 2 bilhões, outro de R$ 300 milhões e mais um de R$ 650 milhões.

Sanches reconheceu que a oposição não dispõe de votos suficientes para barrar os projetos, mas afirmou que utilizará os mecanismos regimentais para ampliar o debate e alertar a população. “Nós não temos números para impedir, mas temos números para alertar. Se o governo conseguir 32 votos, aprova. Se não, estaremos aqui pedindo quórum e fazendo a obstrução necessária”, declarou.

O deputado criticou a frequência dos pedidos de empréstimo e afirmou que o Estado já acumula 22 solicitações, totalizando R$ 26 bilhões, dos quais R$ 11 bilhões teriam sido efetivamente liberados. Para ele, a falta de clareza sobre o destino dos recursos é a principal razão para a resistência da oposição. “A população não enxerga onde esse dinheiro está sendo usado”, disse.

Sanches também citou cobranças feitas por vereadores de diversos municípios, que, segundo ele, esperam por promessas feitas pelo governo desde 2023, como obras em rodovias, implantação de UTIs e serviços oncológicos. “Prometer e não fazer é ruim para qualquer homem público, ainda mais para um governador”, afirmou.

O parlamentar alertou ainda para o impacto futuro do endividamento estadual. Ele afirmou que o governo admite não ter recursos para investir, mas continua recorrendo a financiamentos sem explicar como será feito o pagamento. “Ele está empurrando a conta para frente. Quem vai pagar somos nós. Vão quebrar o Estado e deixar o problema para o próximo governo”, declarou.

Foto: Divulgação/ALBA

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