Inep avalia uso de inteligência artificial na elaboração e teste de questões do Enem.
Tecnologia pode reduzir necessidade de estudantes nos pré-testes, mas mudanças ainda não têm prazo definido.
O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Manuel Palacios, afirmou que o instituto estuda incorporar o uso de inteligência artificial (IA) no processo de elaboração das questões do Enem. A mudança, no entanto, ainda não tem previsão para ser colocada em prática.
Apesar de descartar qualquer alteração imediata no modelo atual do exame, Palacios reconheceu, em entrevista à CNN Brasil, que o Inep planeja ajustes futuros, especialmente na etapa de pré-testes. Hoje, o instituto precisa mobilizar cerca de 15 mil estudantes para validar aproximadamente 800 itens por rodada — uma logística considerada complexa e de alto custo.
Segundo Palacios, o modelo em avaliação consiste em combinar o trabalho humano com ferramentas de IA, estratégia já adotada em países como Estados Unidos e membros da União Europeia. A tecnologia seria usada para auxiliar no teste preliminar das questões, permitindo reduzir a quantidade de participantes necessários nos pré-testes sem comprometer a qualidade da avaliação.
“A ideia é utilizar humanos e inteligência artificial trabalhando juntos para testar itens”, explicou. Ainda assim, o presidente do Inep reforçou que a participação de estudantes continuará sendo indispensável. “A nossa intenção é ver se precisamos de um número menor”, completou.
Apesar dos estudos em andamento, Palacios destacou que não há qualquer garantia de implementação em curto prazo. “Estamos trabalhando com essa perspectiva, mas isso é sempre uma perspectiva de futuro”, disse.
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