Assembleia rejeita contas da diretoria do Sindimed-BA.
Relatório aponta irregularidades e levanta debate sobre quase R$ 3 milhões em remunerações.
As contas da atual diretoria do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) foram rejeitadas nesta segunda-feira (2), durante assembleia da categoria.
A decisão foi tomada após a apresentação do relatório de prestação de contas, que apontou uma série de possíveis irregularidades na gestão financeira da entidade.
Entre os pontos destacados estão:
- Pagamento de remunerações fixas mensais com características salariais;
- Concessão de “jetons” — valores pagos pela participação em atividades administrativas;
- Existência de riscos tributários que podem impactar o patrimônio do sindicato.
Segundo os dados apresentados na assembleia, os valores destinados à remuneração da diretoria no período analisado se aproximam de R$ 3 milhões. O montante gerou amplo debate entre os médicos presentes, especialmente sobre a compatibilidade das despesas com a finalidade institucional do sindicato e com as regras previstas no estatuto.
Também foi discutida a imunidade tributária das entidades sindicais, benefício que depende do cumprimento de exigências legais — como a proibição de distribuição de rendas a dirigentes. O descumprimento pode resultar na perda da imunidade e na cobrança de tributos retroativos.
Para Tiago Almeida, liderança do movimento Reconstruir o Sindimed, a rejeição das contas pode gerar consequências previstas no estatuto da entidade.
“Quando as contas são rejeitadas, isso traz consequências previstas no estatuto. Pode haver afastamento e os dirigentes podem ficar inelegíveis”, afirmou.
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