‘O que não mata, engorda’: entenda frase que terminou em tragédia.
‘O que não mata, engorda’´é uma expressão popular presente no vocabulário cotidiano dos brasileiros.
A expressão popular “o que não mata, engorda” ganhou um tom trágico no último domingo (1º), após a morte da adolescente Ana Luiza de Oliveira, de 17 anos, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
A jovem foi envenenada depois de comer um pedaço de bolo recebido como presente anônimo, e chegou a gravar um áudio para amigos, horas antes da fatalidade, brincando com a situação e reproduzindo justamente essa frase.
“Gente, o que não mata, engorda. Se eu morrer, morreu. Vapo. Eu estou comendo. Se eu morrer envenenada, vocês já sabem”, disse Ana Luiza em uma mensagem de voz.
O que significa a frase: “O que não mata, engorda”
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A expressão, tão presente no vocabulário cotidiano dos brasileiros, é usada para aliviar tensões, sugerindo que, mesmo que algo seja “ruim” ou “arriscado”, o resultado será no máximo um ganho de peso, ou seja, nada grave.
A confiança excessiva, somada ao hábito de encarar tudo com humor, pode levar a uma espécie de desatenção coletiva. Embora o uso da frase seja, normalmente, inofensivo, o contexto em que foi dita por Ana Luiza, por exemplo, alerta para as intenções por trás de um presente, de um alimento ou de um gesto.
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