Familiares denunciam furto de celulares de vítimas após tragédia que matou 16 pessoas na BR-116.
Relatos apontam que aparelhos e pertences desapareceram do local do acidente em Santa Terezinha; caso aumenta a revolta das famílias durante o luto.
Além da dor pela perda de 16 familiares em um dos acidentes mais graves registrados este ano na Bahia, parentes das vítimas denunciaram que celulares e outros pertences teriam sido furtados após a tragédia ocorrida na BR-116, em Santa Terezinha, no último domingo (31).
Segundo relatos feitos por familiares durante os sepultamentos e também nas redes sociais, diversos aparelhos celulares desapareceram após o acidente envolvendo uma van de passageiros e um caminhão. A situação gerou ainda mais indignação entre os parentes das vítimas, que enfrentam os procedimentos de identificação e despedida dos entes queridos.
Nesta terça-feira (2), três vítimas foram sepultadas no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador: Nicole Guimarães de Castro, de 37 anos, sua filha Maria Rita Guimarães Estevão dos Santos, de 9 anos, e a sogra Bárbara Maria Estevão dos Santos, de 65 anos. Outras vítimas também começaram a ser liberadas para os funerais em diferentes cidades baianas.
O caminhoneiro envolvido na colisão permanece preso. De acordo com a Polícia Civil, ele foi autuado por homicídio doloso na condução de veículo. As investigações apontam que o caminhão teria invadido a contramão antes da batida. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
As denúncias sobre o desaparecimento dos pertences das vítimas deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Foto: Divulgação / PRF
