Bahia em alerta: tensão entre EUA, Israel e Irã acende sinal no agronegócio.

Exportações da Bahia em alerta: tensão entre EUA, Israel e Irã acende sinal no agronegócio.

Soja e exportações da Bahia em alerta: tensão entre EUA, Israel e Irã acende sinal no agronegócio. A escalada de ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã voltou a preocupar o agronegócio brasileiro — e, na Bahia, o sinal de atenção é ainda mais forte.

Em 2025, o Brasil vendeu ao mercado iraniano cerca de US$ 2,9 bilhões, com ampla predominância de produtos do campo.

Bahia em alerta: tensão entre EUA, Israel e Irã acende sinal no agronegócio:

Com forte vocação exportadora, o estado pode sentir reflexos diretos caso o conflito afete o fluxo comercial com o Oriente Médio.

Na Bahia, o agronegócio tem peso decisivo na economia estadual. Em 2024, o setor foi responsável por aproximadamente 52% de todas as exportações baianas, alcançando quase US$ 6,1 bilhões em vendas externas. A soja, ao lado de outros produtos agrícolas, puxou esse desempenho, consolidando o estado como um dos maiores exportadores do Nordeste, com presença comercial em mais de cem países.

Quando o recorter é nacional o milho liderou as exportações em 2025, superando US$ 1,9 bilhão, enquanto a soja respondeu por aproximadamente US$ 745 milhões. Somados, os dois itens representaram mais de 87% de tudo o que foi embarcado para o país asiático. No cenário regional, o Irã ocupou a quinta posição entre os principais destinos das exportações brasileiras no Oriente Médio no ano anterior.

Na via inversa, as importações brasileiras provenientes do Irã foram menores, mas estratégicas. Ao longo de 2025, o país adquiriu cerca de US$ 84 milhões em mercadorias iranianas. Desse total, quase 79% correspondem a fertilizantes e adubos — sobretudo ureia — insumos fundamentais para garantir produtividade no campo.

Essa forte inserção internacional faz com que o campo baiano esteja particularmente exposto a instabilidades globais. Com o aumento das tensões no Oriente Médio, produtores e entidades do setor acompanham os desdobramentos com cautela, atentos a eventuais entraves logísticos, atrasos em embarques e possíveis elevações nos custos de produção, especialmente no que diz respeito aos fertilizantes.

Foto: CNA/ Wenderson Araujo/Trilux

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