Deolane Bezerra é presa novamente em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Influenciadora é alvo de investigação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo sobre movimentações financeiras suspeitas.

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação também teve como alvos familiares de Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além de investigados apontados como operadores financeiros da organização criminosa.

Entre os citados na investigação está Everton de Souza, conhecido como “Player”, além do irmão e de sobrinhos de Marcola, suspeitos de participação no esquema.

Segundo as investigações, uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada como empresa de fachada para movimentações financeiras milionárias ligadas à facção.

Mandados e bloqueio milionário:

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis ligados a Deolane em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com as autoridades, a influenciadora havia retornado ao Brasil na quarta-feira (20), após passar semanas em Roma, na Itália.

As apurações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. A partir daí, investigadores identificaram conexões entre integrantes do PCC, empresas e movimentações bancárias consideradas suspeitas.

Segundo o Ministério Público, análises financeiras apontaram depósitos fracionados em contas pessoais e empresas relacionadas à influenciadora. Entre 2018 e 2021, ela teria recebido mais de R$ 1 milhão por meio desse tipo de operação, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores ligados a Deolane, além de aproximadamente R$ 357 milhões dos demais investigados. A operação também resultou na apreensão de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.

De acordo com os investigadores, o esquema envolvia empresas de fachada, aquisição de bens de luxo e movimentações sem origem financeira comprovada. A prisão preventiva foi autorizada sob justificativa de risco de fuga, destruição de provas e continuidade das supostas atividades criminosas.

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