Ex-PM e mulher são presos suspeitos de integrar grupo de sequestros e extorsões na RMS.

Grupo investigado por sequestros e extorsões na Região Metropolitana de Salvador é alvo da Operação Juramento Quebrado.

Uma operação da Polícia Civil da Bahia realizada na manhã desta terça-feira (9) resultou na prisão de dois suspeitos investigados por participação em uma organização criminosa envolvida em extorsões mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador. 

A ação, denominada Operação Juramento Quebrado, também cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes localidades da Bahia e de Pernambuco.

Entre os alvos estão um ex-policial militar, de 38 anos, e uma mulher de 28 anos, apontada pelas investigações como responsável por intermediar a comunicação entre integrantes do grupo. Um terceiro investigado, policial militar da ativa e lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar, não foi localizado e é considerado foragido.

A mulher foi presa em Arembepe, distrito de Camaçari. Já o ex-PM foi encontrado em Petrolina, no sertão pernambucano, onde acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes criminais e condenações por homicídio e porte ilegal de arma.

De acordo com a apuração, os suspeitos fariam parte de uma organização criminosa especializada em sequestros com fins de extorsão e envolvida também em outros crimes violentos.

Conforme a polícia, o policial militar que segue foragido teria papel de liderança dentro do esquema, sendo responsável por recrutar policiais, ex-policiais e profissionais da área de segurança privada para integrar o grupo criminoso.

As investigações apontam que as vítimas eram escolhidas com base em antecedentes criminais. Após serem sequestradas, eram levadas para um cativeiro localizado em Barra de Pojuca, também em Camaçari, onde familiares ou pessoas próximas eram coagidas a realizar pagamentos para garantir a libertação dos reféns.

Entre os casos investigados está o sequestro de uma vítima abordada em Mussurunga, em Salvador, no dia 5 de março deste ano. Outro episódio semelhante ocorreu três dias antes, em Simões Filho. Segundo a polícia, ambos os casos tiveram como destino o mesmo cativeiro utilizado pela organização.

Além dos crimes de extorsão mediante sequestro, o grupo também é investigado por homicídios, ocultação de cadáver e atuação em atividades características de milícia na região de Barra de Pojuca.

A Delegacia Antissequestro ainda apura outros três casos com características semelhantes que podem ter ligação com a mesma organização criminosa.

As investigações também relacionam o grupo à Operação Arcanjo Traidor. Em abril deste ano, um homem de 41 anos apontado como integrante da organização morreu após confronto com policiais durante uma ação. Na ocasião, foram apreendidos uma pistola, um cacetete e outros materiais de interesse investigativo.

Foto: redes sociais

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