Bahia e Vitória estão entre os clubes mais prejudicados pelo VAR no Brasileirão, aponta levantamento.

Times baianos acumulam mais decisões contrárias do que favoráveis nas revisões do árbitro de vídeo; ferramenta segue gerando polêmica entre torcedores e jogadores.

Em uso no futebol mundial desde 2018 e adotado no Brasil a partir de 2019, o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) foi criado para auxiliar o árbitro principal em campo, revisando lances polêmicos e ajudando em decisões mais justas. O recurso é aplicado apenas em situações capitais — como gols, pênaltis, expulsões diretas e erros de identificação de jogadores.

No entanto, no futebol brasileiro, o VAR não eliminou as polêmicas — e, em muitos casos, aumentou as discussões. Isso acontece porque, pelas regras, o árbitro de vídeo só pode interferir em determinados tipos de lances. Assim, quando ocorrem erros em jogadas fora desse escopo, os torcedores se revoltam com as limitações da ferramenta.

Dois jogos recentes de Bahia e Vitória exemplificam essa insatisfação. Na partida entre Bahia e Botafogo, pela 26ª rodada, o meia Mateo Sanabria foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por suposta simulação — lance que não é passível de revisão pelo VAR.

Situação semelhante aconteceu entre Vitória e Vasco, na rodada seguinte. O zagueiro Lucas Halter também foi expulso após dois cartões considerados questionáveis: o primeiro por reclamação e o segundo por um empurrão comum antes de uma bola parada. Em ambos os casos, o VAR não poderia interferir.

Há ainda situações em que uma falta, lateral ou escanteio marcado de forma errada resulta em gol, mas, mesmo assim, o árbitro de vídeo não pode revisar o lance.

Bahia e Vitória entre os mais prejudicados

De acordo com levantamento do Gato Mestre, que analisou as vezes em que o VAR efetivamente mudou decisões dentro de campo, o Bahia e o Vitória estão entre os clubes mais prejudicados do Brasileirão em 2025.

O Bahia aparece empatado com Grêmio e Sport na quarta pior posição, com 11 decisões contrárias e 9 favoráveis, gerando um saldo de -2. O caso mais recente foi a anulação do gol de Michel Araújo contra o Flamengo.

O Vitória tem desempenho ainda pior: seis decisões contrárias e apenas três favoráveis, ficando com saldo -3, o terceiro pior da competição. A última delas foi justamente na partida contra o Vasco, quando o árbitro marcou pênalti para o time carioca após toque de mão de Raúl Cáceres — com auxílio do VAR.

Ranking do saldo de decisões do VAR no Brasileirão 2025

1º – Vasco: 1 contra e 10 a favor (saldo +9)
2º – Internacional: 8 contra e 12 a favor (saldo +4)
3º – Mirassol: 7 contra e 8 a favor (saldo +1)
4º – Cruzeiro: 2 contra e 4 a favor (saldo +2)
5º – Atlético-MG, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Bragantino e Flamengo: saldos entre +1
11º – Juventude e Fortaleza: saldo 0
13º – Botafogo e Santos: saldo -1
15º – GrêmioSport e Bahia: saldo -2
17º – Vitória: saldo -3
19º – Ceará: saldo -5
20º – Corinthians: saldo -6

Mesmo com o uso da tecnologia, a ferramenta segue sob questionamento. Para torcedores e dirigentes, o VAR continua sendo um personagem central das controvérsias do futebol brasileiro.

Foto:  Felipe Oliveira/EC Bahia e Victor Ferreira/EC Vitória

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